Ser generoso: Eu e você?

Eu olho para o trânsito de dentro do ônibus e conto 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9…NOVE carros com só uma pessoa dentro, o motorista. Fico me perguntando se não moram perto, se não estão indo para o mesmo lugar, me pergunto por quê não damos caronas? Por que temos receio, medo ou insegurança de oferecer carona? De ser mais gentil? Ser mais generoso?

Ultimamente tenho andado muito na cidade de São Paulo. Voltei para a vida na metrópole que amo e odeio. Depois de dois anos sem o cotidiano na cidade, volto para a vida de trânsito, transporte público e multidões.

Uma coisa tem me chamado muita atenção. Como somos egoístas. Todos nós!

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Sempre dizem que nas grandes metrópoles falta amor, e de fato falta mesmo. Não sei se só nas metrópoles, mas poderíamos mudar isso, não?

Acredito que ações podem se tornar cíclicas, e gerar um grande impacto.

Por que não oferecer ou conversar com as pessoas do seu trabalho e ver se vocês poderiam vir ou voltar juntos? Por que não oferecer carona para a pessoa no ponto de ônibus?

Por que não ser mais gentil no metrô?

Sim, parece que é a lei da selva, olho por olho, dente por dente, mas será que se fossemos mais generosos tudo não seria diferente?

Esses dias me lembrei de uma cena que vi há alguns anos, enquanto descia com a minha malinha de rodinha todas aquelas MIL escadas do metrô Pinheiros, me lembrei de quando estava visitando Londres e entre as várias andadas de metrô, vi uma menina tentar carregar sua mala nas escadas, um jovem londrino, logo prontificou-se em ajudá-la.

Para minha infelicidade ninguém se prontificou em me ajudar, mas será que eu teria?

Fica a dúvida e a sugestão em mudar nossas atitudes, pouco a pouco talvez encontremos um lugar bom para todos.

Amém?

RSRS