A menina do rio

Ela é tão linda, tão inocente, tão curiosa, tão livre.
Ela toma banho no rio de água transparente e corre descalça, no chão de terra da tribo, atrás de amorinhas para adoçar sua tarde. Ela sempre gostou de um docinho.

Ela gosta de brincar, gosta de rir, ama andar só de camisetinha e calcinha e fazer novos amigos bem rapidinho.
Ela ama os animais, ela se diverte com as plantas, ela vive solta e é muito feliz.

Mas um dia colocaram outra roupa nela, teve que por os sapatos fechados, e prenderam-na com um colete laranja.

E disseram: “Entra no barco, vamos voltar pra casa agora.”
E a menina pensou: Casa? Mas minha casa é aqui, não é?

Ela está aqui dentro, ela mora aqui em algum lugar.

Só preciso achá-la.

Nadar de volta nesse rio e encontrá-la parada no barco. Preciso conversar com ela, preciso abraçá-la, dizer que está tudo bem, e que lá do outro lado do rio ela também tem espaço para ser tudo isso que é.

E aí já será hora de ligar o motor e guiar pelo rio trazendo ela de volta.

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Minha mãe, minha irmã e eu, com alguns índios quando morávamos no parque Nacional do Xingu.

A trilha

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 Em 2015 tive a oportunidade de fazer um pedacinho de 4 dias dessa trilha famosa nos Estados Unidos, a Appalachian trail. Fazia parte do programa do curso de que participei,  e no processo a gente fez essa trilha em silêncio, falando o mínimo necessário. Em uma das noites passamos sozinhos em lugares diferentes da mata. Foi com certeza uma experiência única, já que eu não tinha muita vivência em trilha, e me fez pensar bastante sobre os caminhos e o momento que eu estava vivendo; pensando nisso esses dias me lembrei de um convite que tive recentemente.

Um grande amigo me convidou para trilhar um caminho bem diferente.

Tinham montanhas e vales, passava por dentro de rios e subia em muitas pedras, tinha momentos que pular de cachoeiras era necessário, e entrava em clareiras, lugares bem vulneráveis e abertos, nos quais tinham riscos de ataques de outros animais.

Eu não sabia e nem conseguia dizer onde esse caminho terminava. Aonde ele iria me levar.

Eu olhei bem para seus olhos e com receio pedi que Ele fosse comigo na minha trilha.

Eu pensava ser um caminho reto, plano, de terra batida, e que dos dois lados tinham apenas campos de lavanda, imensidão de flores perfumadas. Ao fundo do lado esquerdo se ouvia a música de um rio que nos acompanhava. Que delícia, pensei.

Meu amigo então me disse que estava tudo bem, que ele poderia ir comigo.

Então começamos a caminhar. Ele me deu a mão e andamos.

A priori tudo era lindo, gostoso. O sol estava atrás de nós e caminhávamos juntos, seguros.

Caminhamos quilômetros, horas, dias, semanas, meses…Quando percebi eu já estava entediada, nem o maravilhoso cheiro de lavanda eu sentia mais.

Comecei a andar me arrastando, parei em vários momentos e deitei no chão. Meu amigo carinhosamente deitou-se ao meu lado e esperou.

Eu olhava tudo a minha volta e não entendia – Como eu poderia estar entediada ali?

Nossos olhos se encontraram, e nesse olhar percebi que aquele não era o meu caminho.

Era de alguém, mas não o meu.

Me lembrei que meu coração tende a se entregar.

Meu caminho é diferente, é intenso, cheio de curvas, pedras, subidas e descidas. Às vezes chega em lugares lindos e muitas vezes anda em círculos.

Anda, anda e anda e ainda não chega em lugar algum.

 E tudo bem, meu amigo disse.

Porque esse é o Meu caminho e dele só eu posso sair.

Mas ainda assim Ele estaria ali comigo.

 Comigo Sempre no meu caminho.

 

 

Em Casa

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Minha casa dos sonhos é uma tiny home, com bastante espaço fora. Quem sabe um dia…

 Quando viajei pelo mundo, em 2014/2015, mudávamos todo mês para um novo lugar, e novas acomodações. Poucas delas eu poderia dizer que foram muito boas, a maioria eram situações pouco confortáveis, como um chão de piso que precisávamos encher nossos mini colchões de ar e colocar nosso saco de dormir para um acolchoado extra. Na Índia além do chão tinhamos ventiladores de teto, o que vou dizer que já era um conforto e tanto… O que mais nos transformou no decorrer daquele ano foi justamente que cada  vez precisávamos de menos tempo para nos ambientar e ir criando um espacinho para chamar de nosso, logo já estávamos abrindo a geladeira, guardando as coisas no armário e pilotando o fogão, a depender já estávamos nos sentindo em casa. Mas também confesso que não sentimos isso sempre, dependia muito do lugar e das pessoas que estavam ali, no fim carrego o hábito de ficar confortável fora de casa bem rápido, mas não  tem sentimento maior do que voltar para esse lugar que de fato nos sentimos em casa.

É onde o sorriso é doce e o suspiro profundo.

Onde saem os sapatos apertados, entram os pés descalços e os confortos de qualquer roupa.

É onde podemos estar nús, despidos de quaisquer máscaras que usamos durante o dia.  Podemos chorar e também chorar de rir.

Podemos trocar a música do rádio sem medo de ser feliz; cantar desafinado e dançar qualquer ritmo descompensado.

É onde não importa o gingado, o salário ou a cor do sapato.

Todos que vivem ali estão em casa.

Tampouco importa o tamanho, o tipo de móveis, o que tem na geladeira ou o que falta no armário.

O que faz essa casa é esse estranho e acolhedor sentimento de que ao passar por aquela porta, nada mais pode dar tão errado.

Aquele alívio de saber: “Cheguei, cheguei ao meu lugar seguro…”

E não necessariamente é o lugar, mas aqueles que são casa para mim.

 Nas tão doces palavras de Brennan Manning:

“A Casa é onde o coração está. É o lugar que o amor é bem-vindo, a aceitação sem julgamentos, beijos, carinho e hospitalidade – elementos que induzem um profundo sentimento de pertencimento.” 

 

Tons de Verde

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Uma vez me disseram que se pudessemos classificar as pessoas, todo mundo estaria em tons de verde, e eu estaria de roxo. E por mais que eu ame a cor verde, eu entendi o que a pessoa quis dizer.

Eu sou diferente. Sou fora da curva.

Muitas vezes os assuntos que as pessoas conversam não me interessam. Outras tantas percebo meus valores tão opostos aos das correntes desse rio,  do rio que insistem em me falar que eu preciso embarcar.

Mas em meio às indecisões de entrar no rio que não quero, nadar na corrente errada, ficar na margem sozinha, ou entrar apenas para boiar; observo o desepero da maioria que já começou a corrida de natação.

Nado impetuoso, desesperados para alcançar a linha de chegada. Só esqueceram de avisá-los que essa linha nunca chega. A maratona nunca acaba.

Está quente e começo a suar,  decido entrar no rio para me refrescar e começo a boiar.

Vou olhando a paisagem linda em minha volta. As florzinhas amarelas que estão nascendo na margem, me distraio com as nuvens dançando no ceú.

E depois do fuzuê dos que passaram por mim nadando aflitos, olhei para trás e encontrei algumas outras pessoas boiando.

E aí percebi que elas também estavam usando tons de roxo.

 

dia 30 de dezembro

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Acordei às 7 horas da manhã em uma casa estranha, numa cama estranha, sozinha. Sozinha fiquei.

Abri meu celular e começou a tocar uma música conhecida de outras temporadas, de outra vida.

A música que eu podia dançar, que podia ser quem eu era. E de repente eu tenho saudades.

Saudades dessa vida e percebo que naquele dia marcava 2 anos que ela acabara.

Eu olhei pra dentro do meu coração e percebi que estou numa curva de bico.

É muito desconfortável. E eu sei que tenho que andar para frente, devagar, devagarzinho em frente, mas meu coração queria poder sair correndo para trás.

E tudo o que consigo pensar é “Será que poderia eu largar a estrada e abrir uma trilha pela montanha?”

Enquanto isso continuo parada na estrada, bem no meio da curva, com medo. Medo de ir, medo de ficar e medo de sair e ir para outro lugar.

Mas agora, já não estou mais sozinha. Agora as lágrimas me fazem companhia…

 

 

 

Pare de ESPERAR

Esses dias estava conversando, com um amigo conhecido que mora na Índia, sobre as mudanças da minha vida e os planos do futuro.

Foi  engraçado dizer para ele que provavelmente vou demorar mais do que imaginava para mudar de país, e então ele surpreendido me disse: “Um ano é muito tempo para ESPERAR”.

Esperar… Mas esperar não é viver. Então eu respondi: “Não vou esperar, vou viver!”

Um ano da minha vida, não um ano de espera.

Me fez refletir quantas vezes pensamos que estamos vivendo só para esperar algo mudar e então passarmos a viver de verdade.

“Vou esperar terminar a faculdade.”

“Esperar ganhar mais dinheiro.”

“Esperar trocar de emprego.”

“Esperar casar.”

“Esperar ter um filho.”

“Esperar terminar de ter filhos…”

São tantas esperas que a vida fica presa. Jesus nos disse para viver um dia de cada vez quando falou que basta a cada dia o seu próprio mal.

VIVER.

Se você quer viver comece hoje, corra atrás de seus sonhos, ninguém vai fazer isso por você, nem mesmo o tempo de espera.

Viva agora a vida que quer. Quer malhar todo dia? Comece. Quer trocar de emprego? Procure. Quer casar? Se prepare financeiramente.

Vai ficar aqui mais tempo do que pensava? Continue a viver e fazer relacionamentos.

Continue a viver.

“Continue a escolher viver, Daniela” – preciso dizer para mim mesma.

Quero parar de ser vítima do tempo e ser agente transformadora, vivente de minha própria vida.

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Pare de esperar (PC-google)

Querida Mulher,

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Tenho acompanhado alguns dos movimentos sobre igualdade de gênero e a relação dos papéis nas famílias entre os homens e mulheres. Este assunto sempre me interessou muito, inclusive o tema do meu TCC, na faculdade, foi sobre a relação dos homens com os filhos e os papéis do pai na educação e no tempo com as crianças.

Em todo caso, tenho uma opinião um tanto quanto moderna sobre este assunto, mas não quero falar necessariamente sobre isto.

Quero aqui discutir um pouco sobre outro assunto que tem me incomodado demais.

O fato de muitas de nós, mulheres, nos contentarmos com pouco!

Não digo pouco, necessariamente, com as questões do menor salário ou pela desigualdade dos trabalhos em cuidar da casa, não; pouco com o valor que temos nos contentado para estar em um relacionamento amoroso.

Sim, estou solteira e feliz neste momento, mas já estive do outro lado, apaixonada e cheia de sonhos e esperança por um homem que tinha me dado pouco. Pouco interesse, pouca clareza de intenções, poucas palavras, poucas mensagens, poucos likes, mas NEM TÃO pouco para não me fazer apaixonar ou me deixar com um POUCO de esperança.

Sim, eu sei que não sou vítima, sei que sou tão responsável quanto por ter deixado meus sentimentos irem junto, por isto que escrevo aqui.

Não, eu não quero aqui reforçar a ideia do príncipe encantado, que vem no cavalo branco e que luta com o dragão para então te acordar do seu pesadelo, o da “solteirice”, e então vocês viverem felizes para sempre.

Não! Isto não existe.

Não existe príncipe encantado. Não existe homem perfeito. E com certeza ser solteira não é nenhum pesadelo.

Existe sim homem de caráter que toma decisões claras e que diz com todas as letras QUERO CONHECER VOCÊ MELHOR PORQUE TENHO SIM INTERESSE. ESTOU AFIM.

Homem que não dá apenas alguns likes no Instagram ou que diz um vago – “Vamos nos ver algum dia…” Ou “Você está cada vez mais linda” Ou ainda  “Nós somos tão amigos que me sinto seu irmão, não posso te levar num date”.

Mas posso te ligar todos os dias, posso contar todos os meus segredos pra você, pedir seus conselhos, sair contigo, pagar seu jantar, mas NÃO; NADA de romântico, por favor, afinal você não é magra e nem a mulher calma e recatada que eu quero…

Isto sim, querida amiga, é se contentar com pouco!

Eu não quero me relacionar com um cara que me acha linda e quer sair comigo enquanto eu ainda for linda, mas o dia que o peito cair, a barriga aumentar, ele vai me deixar e procurar outra.

Não quero me envolver com um cara que ficou me paquerando indiretamente, e mais cinco ao mesmo tempo, e eu fui a única que deu certo então ele resolve começar um relacionamento.

Não quero um cara que me traz presente, diz que sou sua melhor amiga, mas não toma atitude de conversar sobre seus sentimentos ou minhas expectativas.

Não quero me envolver com um cara que me pede em casamento, que promete no altar diante de Deus e de testemunhas, que vai me amar e me respeitar e estar comigo até que a morte nos separe, e então temos nossas primeiras brigas e ele diz que quer se separar! WHAAAT?

Não quero alguém que só me dá indireta, não diz o que sente para não me machucar, ou por medo, ou por qualquer outra razão…

Deixa eu te contar, somos MULHERES, e merecemos sim Respeito. (Sim eu sei que os homens também merecem respeito e que existem muitos Homens de bom caráter e muitas mulheres de mau caráter, não fiquem ofendidos, estou falando no específico que tenho visto, vivido e ouvido)

E não é porque todo mundo fala que vou ficar pra titia ou perguntam naquela delicadeza se tenho um namorado, porque afinal já estou chegando aos 30 (NOSSA!), que vou me contentar com o POUCO.

O POUCO interesse dele, o POUCO de atitude para me chamar para sair, o POUCO comprometimento, a POUCA fidelidade, o POUCO AMOR!

Porque afinal em um relacionamento se o amor é altruísta então eu amo você e você me ama. Eu luto por você e tenho suas costas e vice-versa.

Afinal Jesus deu o maior exemplo de amor. Ao contrário do que muita gente pensa, Ele foi completamente o oposto do Machismo.

Ele andava com as mulheres e Ele as amava, em uma cultura na qual tínhamos pouco espaço, Ele nos deu valor.

Paulo na Bíblia fala dos compromissos dos homens e das mulheres no casamento.

ACHO tão forte esses compromissos . É pesado, cara: Amar sua esposa como Cristo amou a igreja, dando sua vida por ela.

Portanto pode parecer um pouco radical e um tanto esquisito, e talvez para muitos, zero feminista, mas quero sim um cara que me ame o suficiente para escolher dar sua vida por mim, porque eu garanto que se estou seguindo à Cristo e alinhada com Deus, também vou decidir o mesmo.

Mulheres, não se contentem com o POUCO. Não falo aqui de ser super exigente, mas falo sim de não se deixar levar só porque ele curtiu sua foto e te chamou de linda.

FUJA dos caras sem ATITUDE. Se ele não falou que tem interesse, assuma que ele não tem e dê o fora!

Dê o fora.

Talvez signifique ficar solteira por um tempo, mas deixa eu te dizer: Não é o fim do mundo que todo mundo diz.

Homens, tomem atitude. Não tenham medo de chamar para sair e de falar o que sentem, acredito com fé que a maioria de nós acharia honrável sua atitude e ainda que não tenhamos o interesse iríamos ter Respeito.

Eu quero um cara que me ache linda, mas não porque meu corpo está em ordem, ou porque meu rosto está bem cuidado (not the case BTW), mas que me ache linda porque tomou o tempo de me conhecer, conhecer por dentro, conhecer minha alma e meu coração, viu minhas qualidades e meus defeitos e ainda assim, decidiu que valia muito a pena ficar comigo, e construir um relacionamento e se envolver pra valer, sem medo de acabarmos no, Sim; Eu aceito!

 

 

Esperança vive?

Esses dias estava ouvindo um podcast do Steven Furtick e ele contava que passa por um aconselhamento de vez em quando, e que o terapeuta disse que depressão tinha uma definição técnica, mas que uma das definições práticas seria:

“Quando se perde a expectativa e a perspectiva que as coisas podem mudar e melhorar”

Forte pensar nessa frase, não?

Quando perdemos a esperança de que o amanhã pode ser melhor, quando desacreditamos que as pessoas podem mudar, que nós mesmos podemos melhorar…

Quando deixamos as questões da vida nos afundarem e não conseguimos colocar a cabeça pra fora e enxergar que a margem está perto.

Acho uma das coisas mais difíceis conversar com alguém próximo que esteja afundando nessa perspectiva, ‘Nada vai mudar, sempre vai ser assim, isso não tem jeito…’

Mas sempre tem um jeito, certo?

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 A manhã sempre vem, o sol sempre se põe e vida sempre continua, de uma forma ou de outra, a vida sempre continua.

Nossa perspectiva pode mudar, e mudar muito, como o barco vai andar no curso do Rio.

Sei que todo mundo fala muito – ‘Pense Positivo, as coisas vão melhorar’- mas fato é que pensar positivo é um princípio a ser seguido. Meu pensar, minha perspectiva, muda como vejo e enxergo minha vida.

A bíblia fala do poder de nossa palavra, então eu pergunto e o poder de sua Palavra dentro da sua mente?

Como anda sua perspectiva?

Renove seu pensamento e lembre-se que amanhã é sim um novo dia!

Comece aos poucos mas mude hoje, mude seu pensar primeiro e então verá que logo as coisas estarão mais claras e quando menos perceber irá sentir os pés já na areia.

Lembre-se que a nossa esperança vive. Vive em nós e podemos acessá-la em qualquer momento.

Beijos de esperança e amor.

“mas aqueles que esperam no Senhor
renovam as suas forças.
Voam alto como águias;
correm e não ficam exaustos,
andam e não se cansam.”

Isaías 40:31

REJECTED

Neste último mês fui rejeitada pelo menos três vezes.

Viajando pelo mundo nunca tive meu passaporte rejeitado ou um visto negado. Tive situações complicadas, algumas que deram um bom jogo de cintura, mas nunca fui REJEITADA.

Não estou acostumada com essa palavra, acho que nunca estamos, né?

Não esperamos que ela venha, eu pelo menos não esperava…

Desde que voltei fui rejeitada em oportunidades de emprego, planos e projetos.

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Não é uma palavra doce, ao falar em REJEIÇÃO pode sentir o gosto amargo revirando na boca, isto porque essa palavra vem com uma carga bem grande.

Uma carga chamada Vergonha. A vergonha que sentimos ao experienciarmos o “Não, não foi dessa vez”.

Sermos rejeitados na entrevista,

Olharmos para a Balança no consultório do médico,

Ter o cartão de crédito declinado no mercado.

Associado com o Não, vem as sombras do Você não é o suficiente, Para quê continuar tentando?   Associamos nosso valor as conquistas, entregamos de bandeja, nos tornando prisioneiros do agradar, da performance e perfeição.

Mas então como continuar? Como continuar tentando, como continuar entregando curriculum, indo em lugares, como continuar com sonhos e projetos?

Sendo corajoso para permanecer, continuando OUSADO mesmo que escute o Não, continuar ao saber que seu valor não está disponível na bandeja, mas você sabe o quanto vale, independente do resultado, da performance, da perfeição.

Saber que você vale muito e que alguém pagou um alto preço por sua vida.

Tenha coragem, tenha fé, acredite em você e CONTINUE.

(referência Daring Greatly – Brené Brown)

Ser Criativo, eu e você;

 

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(Melbourne – rua do graffiti)

Quando olhamos para o mundo vemos as mais variadas formas, cores e interações, todas expressando uma criatividade viva. A mesma que vive dentro de cada um de nós.

Na minha infância e adolescência não fui muito incentivada a ser Artística. Tive uma educação muito boa, e meus pais valorizaram o lado acadêmico, mas hoje corro atrás de viver expressando criatividade.  O que não precisa ser necessariamente artisticamente…

Tive um grande insight quando conheci o trabalho da doutora e autora Brené Brown. Ela tem diversos livros entre eles,  A coragem de ser imperfeito, ela descobriu que as pessoas de sua pesquisa que viviam por inteiro, sendo felizes, eram as pessoas que tinham um escape criativo, sendo pessoas que se colocavam em situação vulnerável.

Você já nasceu com a Criatividade dentro de você,  basta descobrir qual é sua tomada e ter coragem de seguir fundo, e se jogar nessa vulnerabilidade que no final vai fazer a gente se sentir por inteiro.

Vamos Juntos?

 

Beijos